Individualidade no coletivo – Mobilidade Urbana

Individualidade no coletivo

Estudos e campanhas reforçam importância da segurança na mobilidade urbana. Saiba quais as tendências e como aplicá-las

Você sabia que entre todos os passageiros de São Paulo em 2007, quase 40% das mulheres andavam a pé, enquanto menos que 30% dos homens eram pedestres? No transporte coletivo, essa diferença era parecida, e cerca de 35% das transeuntes dividiam o ônibus com menos que 30% dos homens. Já nos veículos individuais como os carros, tidos como mais seguros, a relação se invertia: 25% dos homens dirigiam os autos, mas apenas metade desse número era de mulheres motoristas, segundo estudo publicado pela Poli-USP, que sugere que mais políticas públicas considerem o contexto de segurança do indivíduo na mobilidade urbana.

Outra  questão é o alto índice de assaltos nas vias e pontos de ônibus: em um ano, metade das ruas da capital paulista registrou ao menos um roubo violento de celulares – além dos furtos, que não foram contabilizados, apontou levantamento do Estadão.

Na prática, os números significam que mais mulheres estão expostas  a atropelamentos, assaltos e violência, inclusive sexual. Os exemplos são inúmeros e ainda recentes: você deve saber sobre o baixo índice de 6,6% de recuperação dos celulares roubados e furtados em todo o Estado em 2016 e, também, se lembrar dos casos dos homens que ejacularam  em mulheres em ônibus e metrôs nos últimos meses.

 

Sabe o que tem sido feito para aumentar a segurança das pessoas  que usufruem das vias, espaços e transporte público?

 

No Estado de São Paulo, por exemplo, em uma das campanhas realizadas, ônibus e metrô expoem cartazes publicitários que veiculam mensagens como “Não existe mão boba. Existe falta de caráter” e “Omissão também é violência. Rompa o silêncio”. As frases fazem parte da campanha Juntos Podemos Parar o Abuso Sexual nos Transportes, que tem o suporte do governo do Estado e do Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

Na mesma linha, no início do ano, o Estado do Rio sancionou uma lei que cria o Programa de Prevenção ao Assédio nos Transportes Coletivos Públicos e Privados. O MetrôRio já tinha decidido pelo vagão rosa, uma proposta para reduzir o assédio na medida em que permite que apenas mulheres, transexuais e pessoas que se  identificam com o sexo feminino utilizem o vagão.

 

Quer saber que soluções têm sido pensadas e qual a viabilidade  delas? Tem algum projeto que possa colaborar com a segurança no transporte coletivo e nas vias públicas? O  Summit Mobilidade Urbana LATAM 2018 vai reunir apoiadores da campanha no transporte de São Paulo, chefes de instituições como o MetrôRio e pesquisadores  do setor. Se inscreva. Faça parte.